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Deusas, heroínas e jogadoras… Mulheres encantadoras

Boa noite, aventureiros e aventureiras !

Hoje eu venho parabenizar a todas as mulheres do planeta, em especial as mães e as RPGistas. Sim, essas meninas que dão duro para aguentar seus companheiros de grupo bárbaros e preconceituosos, que sempre tentam fazer piadinhas com as frases “cuidado com as unhas” ou “acho melhor você esperar aqui…”. Sim meninas, hoje farei um tópico voltado às mulheres na fantasia em geral, dentro ou fora de um RPG. A matéria era para ir ao ar ontem, mas por motivos de força maior tive que adiar a postagem, mas a intenção de homenagea-las persiste.

Começarei com alguns exemplos básicos de infância: Super-heroínas e Vilãs.

Não há algo mais sublime do que heroínas. Elas são poderosas, lindas e bondosas. Porém, se trocarmos o “bondosas” por “malvadas” a coisa pode ficar ainda melhor.

Começando com X-Men podemos iniciar a lista de heroínas e vilãs com Jean Grey. Portadora de poderes psíquicos extremos, Jean representa a beleza, inteligência e a liderança dentro de seu grupo. Sempre se mostra disposta a ajudar os necessitados e desfavorecidos, e coloca o bem de todos em primeiro lugar. Entretanto, Jean possui dentro de si uma das criaturas mais poderosas e destrutivas do Universo, a Fênix Negra. Absurdamente poderosa em ambas as formas, Jean e Fênix provam que o poderio feminino é forte em ambos os lados, tão forte que os dois maiores mutantes da história desejam “tê-las” sob os seus “cuidados”. Abalando fortemente os corações masculinos, Jean arrecadou grandes fãs e amantes como Scott Summers (o Ciclope), James “Logan” Howlett (nosso querido Wolverine) e ninguém menos que Warren Worthington III (conhecido como o Anjo). Uma personagem tão forte e tão linda pode muito bem dominar o mundo, não é rapazes ?

"Porque ser linda é só bônus em carisma..."

“Porque ser linda é só bônus em carisma…”

Indo de uma heroína a outra, falaremos de uma personagem inesquecível da história dos quadrinhos. Afinal, quem poderia esquecer de Diana, a Princesa de Themyscira ? Ou melhor dizendo, a Mulher Maravilha ?

Nascida de uma escultura de barro (ui, isso me parece familiar…), Diana fora um presente dado pelo os deuses à Rainha das Amazonas. Com podereses incríveis e estonteante beleza, a jovem Mulher Maravilha fez de tudo para se tornar uma defensora de seu lar perante os reinos da Terra (mais especificamente os Estados Unidos, de onde vinha seu amado, Steve Trevor). Ousada, destemida e muito poderosa, a heroína tão logo fora percebida pela a Liga da Justiça e incorporada na mesma, cumprindo a função de proteger o planeta Terra. Agilidade sobre humana, capacidade de voar, força física elevada e ainda com os itens mais cobiçados pelos os vilões, temos a mistura perfeita de uma musa encantadora com uma máquina de criar dor. A maioria dos heróis ficam de queixo caído quando vêm a Mulher Maravilha, o que não é pra menos já que seu modelo de vestir é um tanto quanto “hipnotizante”.

Diana

“Índice de Proteção ? Só nos braceletes né ?”

E por fim, uma deusa. Afinal, heroínas e deusas estão quase no mesmo patamar, mas esta consegue ser as duas ao mesmo tempo. Ororo Munroe, habitualmente conhecida como Tempestade encontra-se aqui na nossa lista de heroínas maravilhosas. Com um início de vida bem difícil, Ororo teve que superar a morte dos pais que ocorreu bem cedo em sua vida, e por consequência disso acabou tornando-se uma ladra em meio as ruas do Egito. Após perder o seu tutor ladino resolveu ir de volta para a terra dos seus ancestrais, ao sul da África. No caminho para lá quase foi violentada, e assassinou o seu assediador jurando nunca mais matar em sua vida. Ao aproximar-se das terras do sul, Ororo encontrou o seu primeiro amor que no futuro seria conhecido como o Pantera Negra, mas a paixão não durou muito e com o término do namoro ela prossegue sua viagem para o seu povo. Ao chegar lá e ajudar as pessoas com seus poderes que haviam acabado de florescer, Ororo passa a ser adorada como uma Princesa e uma Deusa, trazendo chuva e boas colheitas para o povo. E pouco após isso passa a ingressar nos X-Mens. Ela representa em meio a isso tudo a força de vontade e determinação, pois mesmo após perder seus pais ela continuou buscando uma forma de viver, e na primeira oportunidade de deixar os erros, assim o fez. A beleza e encanto desta deusa não são questionáveis, é algo quase desnecessário de falar, mas suas atitudes e história de vida é de tirar o chapéu e aplaudir de pé.

"Fazer chover é simples quando se é uma deusa, nem MP preocupa..."

“Fazer chover é simples quando se é uma deusa, nem MP preocupa…”

Quando falamos em RPG temos muitos exemplos de mulheres que esbanjam beleza e poder. Em Tormenta temos exemplos perfeitos.

Comecemos com as deusas. Lindas, poderosas e mães. Reuní três deusas de Arton que muito me agradam e que podem me ajudar a concluir esta homenagem.

Falemos de Valkaria, a Deusa dos Humanos e da Ambição. Uma deusa que está sempre em busca da superação, da perfeição, e que ambiciona levar a sua raça, os humanos, ao nível dos deuses ou até mesmo superá-los. Não contente em ser apenas linda e poderosa, ela contribuiu com a criação da maior ameaça do cenário, a Tormenta. Não ficando para trás, a deusa dos elfos, Glórienn, esbanja beleza e sofisticação nos seus olhos dispersos. Responsável pela a criação da raça mais artística e mais orgulhosa de Arton, ela também fora responsável por grandes eventos no planeta em questão. Há um fato interessante que liga Valkaria à Glórienn. Valkaria por criar a Tormenta fora aprisionada numa estátua de pedra, ajoelhada, esperando que seus filhos a salvassem. Hoje devido a más escolhas, Glórienn se vê sem seu plano (a tão famosa morada dos deuses) e ainda por cima é mantida como “escrava” do deus da força e dos minotauros, Tauron. Alguns dizem que ela se deixou levar a este ponto para salvar os elfos da extinção, mas…

Por ultimo minha deusa-mãe favorita. Aquela que tem a noite como vestido e estrelas como suas jóias. Tenebra, a deusa das trevas, exala poder e sedução. Talvez a deusa mais encantadora de todo o Panteão Artoniano, ela já mostrou ser uma ótima estrategista, forjadora de armas épicas e até mesmo uma ótima mãe. Grande protetora dos seres das trevas e da noite, e mãe dos poderosos Anões, a deusa não poupa esforços para conseguir um espaço tranquilo para que suas criaturas “existam”. Uma deusa maravilhosa.

"Valkaria, Glórienn e Tenebra. As deusas mais belas..."

“Valkaria, Glórienn e Tenebra. As deusas mais belas…”

Então, tentei mostrar neste tópico que na minha opinião as mulheres são essenciais em todos os sentidos. Sejam como heroínas, guerreiras, deusas ou mães. Elas completam aquilo que nós, os homens, não conseguimos preencher. As vezes nos deparamos com mulheres incríveis, que nos encantam só pelo o jeito de ser, enquanto outras encantam muito mais quando abrem a boca para falar. Tem mulheres que nem precisam falar, só o olhar já diz muita coisa.

Então, espero que aceitem esse meu ato atrasado de boas intenções.

Feliz Dia das Mulheres, um dia em que lembraremos sempre o porque da data.

Poder a Todos !

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05/03/12 – Dia de Tormenta !

Eu começo esse post com duas palavras: Apocalipse Lefeu.

Sim, finalmente iremos presenciar a chuva vermelha no nosso mundo, coletivamente. A Jambô anunciou que  irá promover um evento nacional envolvendo narradores e lojistas cadastrados, onde a aventura “Dia de Tormenta” será utilizada.

A aventura desenvolvida pelo o nosso querido Marcelo Cassaro e com arte de Rafael Françoi (novato na parada) é indicada para 4 a 6 jogadores de 6º nível, enfrentando o maior perigo de Arton: a Tormenta.

Porém desta vez a coisa é mais complicada. Nesta aventura de teor épico e desafiadora, os heróis não tão épicos assim terão de tomar uma grande decisão: Eles terão que decidir se salvam ou matam um importante personagem do cenário.

Muita responsabilidade não é ? Eu acho que sim…

Desconto !

Isso mesmo ! Aqueles que se inscreverem para serem narradores ou lojistas oficiais do evento nacional ganharão um BOM DESCONTO para garantir o seu exemplar do “Guia da Trilogia” e dependendo da quantidade que comprarem podem ganhar brindes como exemplares grátis e um brinde surpresa que a Jambô ainda irá definir.

Se você quiser mais informações e se deseja inscrever-se no evento, veja as regras no site oficial da Jambô clicando AQUI !

Tormenta da Vez no meio !

Ainda não é nada confirmado, mas a equipe do Tormenta da Vez analisou em algumas comunidades sociais (fórum da Jambô, Facebook…) que o pessoal está com dificuldades no que diz respeito a lugar para sediar a sua mesa, e resolvemos (ou ainda resolveremos) dar uma colher de chá para os RPGístas do Rio de Janeiro.

A equipe pensou em fazer um evento nomeado “Apocalipse Lefeu” no Rio de Janeiro, numa faculdade, colégio, clube esportivo ou salão cultural para que os amantes do Tormenta RPG possam passar o seu “Dia de Tormenta” com estilo.

Vamos torcer para que a equipe Tormenta da Vez consiga realizar essa proeza a tempo da chuva cair.

Poder a Todos !

Que venha a Dragon Slayer #36 !

Capa da Revista

É... Os piratas conseguiram invadir a redação !

Olá saudosos aventureiros.

Hoje venho lhes trazer a minha opinião quanto as matérias que serão publicadas na nossa querida Dragon Slayer edição 36. Com vocês uma apresentação dos temas citados na revista…

One Piece: seja o rei dos piratas!

Piratas

Certo, vocês conseguiram! Estão felizes agora?

Estou falando, é claro, da nossa matéria de capa — a esperada e exigida adaptação de One Piece! Quando assumimos a DragonSlayer, sabíamos que os leitores se manifestavam, pedindo os temas e adaptações de sua preferência. Mas mesmo assim fomos surpreendidos pela quantidade de gente que queria uma matéria com o Bando do Chapéu de Palha! Por e-mail, pelo fórum, pelo Twitter, pessoalmente… Os pedidos não paravam.

E qual seria o resultado? Atendemos, é claro!

One Piece foi uma grata surpresa. Não por que achássemos que a série seria chata — mas porque não esperávamos que cativasse tanto! O público tinha razão: os piratas renderam uma bela matéria (e muitas horas de diversão). Esperamos que vocês gostem do resultado.

Nunca vamos pedir que vocês façam nosso trabalho. Nunca vamos exigir que decidam a pauta, ou culpá-los se algo não der certo. Mas estamos de ouvidos atentos às suas sugestões. E sempre teremos mente aberta para conhecer materiais novos — principalmente quando forem tão legais!

Se você ainda não pulou para a adaptação de One Piece, pode ler também outra adaptação: Skyrim, grande sucesso dos videogames, para Tormenta RPG. Temos também o primeiro preview de O Mundo de Arton — a poderosa druida Lisandra, estrela de Holy Avenger. Na HQ, uma surpresa: 20 Deuses, uma nova história em Arton, com arte de Rafael Françoi e roteiro de Marcelo Cassaro! Isso sem falar nas colunas e seções de sempre.

Nosso público sempre acolheu nossas ideias, sempre teve cabeça aberta para novos conceitos e histórias. O mínimo que podemos fazer é ter a mesma postura, não? Agora me deem licença, vou ler só mais um volume antes de fechar a revista…

Equipe DragonSlayer (entrando na Grande Rota)

Conteúdo desta edição:

  • Notícias do Bardo
    Furo de reportagem!
  • Encontros Aleatórios
    Paladino, dê adeus a seus pontos de vida!
  • Reviews
    Guia da TrilogiaOld DragonPoder Supremo.
  • Sir Holland 
    Ninguém escapa de certos monstros…
  • Toolbox
    Chega de papo, quero é combate!
  • Mestre da Masmorra
    Velho da taverna: biografia não-autorizada.
  • Skyrim
    Mais um jogo para dominar a sua vida!
  • One Piece
    Mesmo assim, vai ter gente achando o Ruffy fraco…
  • Gazeta do Reinado
    Não é só na internet que os trolls atacam!
  • Chefe de Fase
    O primeiro gostinho de O Mundo de Arton.
  • 20 Deuses
    Mais mangá em Arton!
  • Fundo do Baú
    Este sim foi histórico!

 

Não é novidade para ninguém (pelo menos para aqueles que me conhecem) de que eu não sou fã de One Piece, o que já me deixa triste antecipadamente. Porém fico feliz por outro lado, já que os pedidos dos fãs foram ouvidos pela a revista, o que mostra que temos um voz e que eles nos ouvem. Algo bom.

Estou realmente curioso sobre os Reviews, esse Poder Supremo me chamou a atenção. Guia da Trilogia então, nem se fala.

Skyrim… Vamos ver o que o pessoal da DS tem a mostrar (e acho que essa matéria vai ser do Caldela)

A Gazeta é sempre meu porto seguro na revista, algo que me tranquiliza dizendo: “Calma, aqui é só Tormenta…”

E no Chefe de Fase começa meu mais novo desespero: O Mundo de Arton. Algo assim me deixa tão alegre, tão feliz que tenho surtos de inspiração sem parar.

Ai para completar a coisa toda, fechar com chave de ouro a minha felicidade (que antes era tristeza por causa do One Piece), vem uma nova HQ situada em Arton… 20 Deuses.

 

Então, na minha humilde e ligeira opinião, acho que essa edição tem tudo para ser maravilhosa, tanto para quem gosta de One Piece e pra quem não gosta também.

 

E que venha a DS #36 !

(Eu tenho que mudar essas chamadas… ¬¬)

Em Busca da Essência Divina [Conto TRPG]

Em Busca da Essência Divina

IntroduçãoCante, ó bardo !

Era uma busca egoísta, isso ninguem contestava. O que nos atraía era o simples fato da recompensa. Para Trevis Littlesing, a maior recompensa era presenciar os atos daquele memorável grupo de aventureiros. Incomuns ? Com certeza.

Todo o grupo girava em torno de um só objetivo, e mesmo que não fizesse parte de seus objetivos pessoais, essa meta em comum sempre tinha mais importância. A meta de Phagor.

Phagor, era o líder. Aprendeu desde pequeno as disciplinas e condutas dos paladinos de Khalmyr, e depois de longos anos veio se tornar um cavaleiro. Porém, Phagor morreu pelas garras de um dragão vermelho muito poderoso, e não aceitando sua morte precoce, resolveu forçar a sua estadia no plano físico. A partir daquele momento ele se tornara um cavaleiro da morte, que não descansaria enquanto não destruisse o dragão que lhe havia arrancado a vida.

Phagor caminhou solitário por uma grande extensão de Arton. Não há como dizer o quanto andou e nem por onde andou, o fato é que naquele momento estava frente a frente com um destino cruel: A quebra dos dogmas interiores, a perda gradativa de sua humanidade.

A Ordem Puritana da Justiça, facção que crê na total pureza dos paladinos de Khalmyr, foi a mãe que gerou Phagor, e adentrar um recinto de bebidas e prostituição era a primeira regra que não deveria ser quebrada, e nunca havia sido quebrada até aquele momento. Phagor, em sua forma pálida e morta, adentrou a taverna Galo de Tenebra. O cheiro de bebida e promiscuidade era tão forte, que seus olhos, outrora mortos, lacrimejaram. Entrou vagarosamente no local e procurou sentar-se sozinho, em vão. O local estava cheio e só havia uma mesa menos ocupada, sendo utilizada apenas por um garoto que aparentava ser um bardo. Caminhou lentamente até a mesa do jovem, abrindo caminho no meio de tantos homens embriagados, e ao chegar na mesa, sentou-se lentamente ao lado oposto ao jovem.

– Posso me sentar aqui, jovem bardo ? – Sua voz rouca e morta parecia tornar o local mais frio, tenebroso.

– Mas é claro, sem nenhum problema, meu senhor. – O jovem parecia estar amedrontado. A aparencia de Phagor era de colocar medo em qualquer um, e com o jovem bardo não foi diferente.

– Senhor ? Não, estou longe de ser um lorde. – Disse ele abaixando a cabeça. Phagor aparentava ser alguém amargurado e de dar pena.

– Meu nome é Trevis Littlesing, um aspirante a bardo. – O jovem bardo estendia a mão direita para cumprimentá-lo. Contato físico amistoso, uma barreira grande depois de tantos anos. Phagor estendeu sua mão lentamente, talvez com receio de tocar o jovem rapaz, com medo de contaminá-lo com seu ódio e rancor. Porém, as mãos se encontraram e nada ocorreu além de uma apresentação formal.

– Meu nome… É Phagor. Phagor Mealtdown IV. – Phagor fechou o semblante quando falou seu sobrenome, parecia que estava contando uma mentira, que não era mais aquilo que falava. Sentiu-se sujo. Em sua mente algo lhe dizia que a segunda regra da Ordem Puritana da Justiça havia sido quebrada: Um cavaleiro NUNCA mente.

– Um nome digno de um lorde, devo dizer. – O jovem bardo já havia visto muitas coisas naquela taverna, porém um lorde que recusava ser reconhecido como tal era a primeira vez. Nem mesmo havia terminado sua análise mental sobre Phagor e um puxão lhe arrancou da mesa.

– Seu bardo de araque ! Toque alguma coisa para que essa taberna não exploda ! – Era o taberneiro, gordo e sujo como só ele poderia. O jovem bardo cambaleou tonto por causa do puxão e foi se direcionando a uma parte mais alta do local. Phagor pensou em levantar e defendê-lo, mas não era mais o seu dever. E a terceira regra da Ordem Puritana da Justiça havia sido quebrada: Sempre proteger alguém indefeso das garras do monstro da violência.

O jovem começou a dedilhar o seu pequeno bandolim, que segundo as lendas locais, lhe fora dado pelo o próprio Luigi Sortudo quando o mesmo passou pelo vilarejo. As notas eram doces e perfeitas, e traziam paz a cada coração daquele local, até mesmo ao coração de Phagor.

“Quando a morte parece certeza, e a dor insiste em matar aos poucos

Quando o ar se torna riqueza, e quando o amor se vai sem falar.

Quando as garras dos lobos lhe rasgam, quando o frio uivante lhe aplacar

Quando a luz se apagar e a lua não brilhar, sinto muito mas morto estará.

Talvez nem mesmo eu possa escapar, minha música um dia vai parar.

E quando o sol não der calor, e nem a brisa o seu frescor, é um sinal de que a vida acabou.

Nem mar, nem dor, nem sol, nem amor, nem brisa, nem frio, nem cobertor.

Não há portas, nem saídas, nem ao menos despedidas, somente a alma cálida em torpor.

E todo peso na balança do grande juiz, traz a tristeza eterna ou o final feliz.”

A taberna era só silêncio. Os olhos de Phagor se encheram de lágrimas novamente, desta vez por ouvir aquela maravilhosa melodia, que contava em pequenas rimas a sua vida e não-vida. O taberneiro aplaudiu com suas mãos grossas e rudes e logo toda a taberna entrou em delírio, aplaudindo de pé o jovem Trevis Littlesing. O clima tornou-se mais calmo no Galo de Tenebra, as pessoas conversavam mais educadamente, até os limites que lhes eram permitido, e o taberneiro feliz pagou o jovem rapaz.

– Gostou da canção, Phagor ? – O jovem bardo não compreendia as lágrimas no rosto daquele cavaleiro de imponência tão grande.

– Sua música é verdadeira, sem mentiras. Um diferencial entre os bardos. – Phagor tentava se recompor, porém os versos não lhe saiam da mente.

– Obrigado. Aprendi muito vivendo nas ruas. – O rapaz sorriu orgulhoso, enquanto dentro de si a dor daquelas palavras já não surtiam tanto efeito.

Antes que qualquer outra palavra fosse dita as velas da taberna se apagaram. Um vento frio e cortante adentrou o local acompanhado de um espesso nevoeiro incomum, como a morte em estado físico. Antes de qualquer um, Phagor conseguiu sentir e identificar aquela presença que não era única, eram várias ao mesmo tempo.

– Esqueletos Reanimados. – Sussurrou para si mesmo, enquanto sua mão foi até a sua espada, outrora abençoada, hoje amaldiçoada. A fumaça era tão espessa que não permitia as pessoas comuns verem com clareza em seu interior,nem saber o que estava acontecendo naquele momento, mas Phagor estava vendo com nitidez. E então o mistério terminou…

– Cidadãos de Junntuar, preparem-se para morrer ! – Dizia uma voz estridente que soava de dentro da fumaça, que naquele momento ia se findando até revelar a tropa de esqueletos que havia invadido a taberna. Muitos entraram em pânico. Correria, confusão, dor e morte, tudo reunido em um só lugar. O jovem bardo ameaçou correr na vã tentativa de fugir, porém Phagor o impediu.

– Permaneça atrás de mim, aconteça o que acontecer, entendeu ? – O cavaleiro da morte nem ao menos olhou o rosto do bardo, mas pode sentir o medo lhe subir à garganta e exalar em forma de suspiro. – Criaturas das trevas, partam de volta ao seu descanso e deixe o povo desta cidade em paz. – A voz rouca e embargada de Phagor soou sobre toda a taberna, levando os mortos-vivos a perceberem a sua presença.

– Quem és tu para nos dizer o que fazer, pobre mort… – As palavras findaram-se nos maxilares ósseos do esqueleto que aparentava ser o líder antes mesmo de se concluirem. Ele inclinou sua cabeça levemente enquanto observava o cavaleiro das trevas e como num estalo pareceu reconhecer o antigo cavaleiro. – Ora, ora, ora… Se não é o Phagor, o Renegado da Morte. Aquele que se agarrou no ultimo e tênue fio de vida que lhe restava, e pôs-se a caminhar sobre Arton sem destino algum. – O esqueleto chegava a ser repugnante. Enquanto falava, partes de seu crânio de desprendiam e caiam ao chão, assim como dentes e ossos do crânio. – Sua fama está correndo pelos ventos da morte, Cavaleiro de Khalmyr. – A voz do esqueleto parecia ecoar finamente dentro da taberna, e o frio se tornava maior a cada palavra da tal criatura. O jovem bardo assustava-se a cada frase dita. Primeiro depara-se com uma invasão de mortos-vivos na taberna em que toca, depois descobre que seu companheiro de mesa é um morto-vivo também, e ainda por cima um antigo Cavaleiro de Khalmyr. Nem se quisesse conseguiria se mover, o medo vinha de ambos os lados.

– Não estou atrás de fama e muito menos sem destino. Tudo o que peço é que partam desta cidade e retornem ao seu descanso eterno. – A mão de Phagor começava a apertar o cabo da espada, enquanto seus olhos ganhavam levemente um brilho rubro e doentio.

– Você não tem o direito de pedir NADA ! – Dizia o esqueleto esticando o braço direito em sua direção, ordenando que um de seus lacaios atacasse o cavaleiro da morte. Tão rápido quanto o ataque, foi o contra-ataque de Phagor. Sua mão, antes presa firmemente à espada, agora encontrava-se afundada sobre o crânio do lacaio, fazendo a carcaça óssea se esfarelar sobre o chão.

– Deixem este local em paz. – Voltou a mão até o cabo da espada. O líder dos esqueletos soltou um estridente grito, ordenando o ataque imediato ao cavaleiro morto. E, como em um frenesi, todos os outros partiram ao ataque.

A cena foi rápida. O jovem bardo sumiu, tornando-se invisível involuntariamente. Uma flecha rompeu o ar, acertando um dos esqueletos mais próximos do cavaleiro; três outros pereceram com um círculo de fogo que fora conjurado abaixo de seus pés ósseos descalços. Três adagas acertaram o crânio de um único desmorto, e a mão de Phagor, em um único ataque desmontou cinco esqueletos. A face pasma e pálida do líder dos mortos-vivos aparentava rachar em certas partes, resultado do ódio imediato que lhe ocorreu. Ainda havia meia dúzia de seus servos dentro da taberna, e era com isso que ele contava.

– Então temos um grupo de aventureiros… – Sua voz saiu debochada. Uma flecha silvou no ar e parou frente ao esqueleto, transformando-se em pó rapidamente. – Já que estão se sentindo tão “vivos”, vamos brincar um pouco… – Novamente o frio. E todos os seis esqueletos que restavam caíram, desmanchando-se em poeira. O esqueleto líder sibilava palavras mágicas, enquanto do pó de ossos emergia uma figura assustadora. Seu corpo era humanoide e bruto, e ao invés de pele, sobre o corpo havia espinhos de variados tamanhos. Seu rosto era protegido por um elmo que lhe fincava a carne, e de suas mãos, ferro na forma de fio.

– Contemplem a glória dos esquecidos, e pereçam por suas mãos sangrentas ! MATE-OS! – A voz estridente novamente, e a ação rápida do monstro conjurado. Antes que todos os envolvidos pudessem perceber, o local estava em chamas e o conjurado rodava seu chicote de ferro na intenção de matar.

– Mervilan, tente paralisá-lo. Sirius, ataque inferior. Miscely, saia daqui com o garoto, e Cavaleiro de Khalmyr, mostre-nos do que é capaz. – Disse a arqueira.

– Sim, Elionnore. – Disseram todos em uníssono, tomando suas novas posições, enquanto Phagor segurava firmemente o cabo de sua espada.

Mervilan levantou seu cajado e pronunciou rapidamente algumas palavras em um idioma desconhecido, e tão rápido quanto suas palavras, o efeito se fez presente. O chão abaixo do conjurado começou a ceder, e suas pernas foram afundando rapidamente até que o solo se tornou sólido novamente, e ele ficara preso. Sirius tirou das botas que usava dois punhais e os lançou no abdômem da criatura conjurada, mas ela não transpareceu sentir dor com aquilo. Antes que eles pudessem perceber, quatro flechas cruzaram o salão em direção ao monstro e o acertaram em cheio na cabeça.

– Cavaleiro, é a sua vez! – Gritou Elionnore, enquanto preparava mais três flechas. Phagor nem ao menos se mexeu, e o barulho de sua espada sendo guardada na bainha fora ouvido. Sangue, carne e fogo, e desta vez o monstro urrara.

– Vocês viram isso ?! Ele nem ao menos se mexeu! – Disse Sirius com mais dois punhais preparados para lançar.

– Não podemos perder tempo, agora é a vez do esqueleto sentir dor! – Disse Elionnore lançando três flechas sobre o líder dos esqueletos.

– Elfa tola… – Disse ele confiante em seu escudo mágico.

– Cancelatum Magicius ! – Gritou Mervilan lançando sobre o esqueleto uma rajada mágica que quebrara o seu bloqueio, fazendo com que as flechas ultrapassassem o escudo. Todas as três flechas acertaram a carcaça podre do esqueleto, que gritou de dor.

– Malditos sejam vocês ! Acreditem, vou segui-los até o dia em que o vosso sangue escorrer por entre meus dedos, perdendo calor a cada segundo ! – A voz do esqueleto tornava-se distorcida, assim como as coisas mais próximas dele naquele momento, e em seu ultimo fôlego naquele lugar, ele fez a proeza de pular sobre o monstro que havia conjurado, sumindo instantaneamente junto a ele.

– Uma magia de teleporte. Típico. – Mervilan sorriu, seguida pelo os outros, exceto Elionnore. Seu semblante era sério e pensativo.

– Lembrem-se, temos mais um inimigo declarado agora. Devemos ter cautela. – A superioridade que ela exalava não era pedante, nem mesmo arrogante, era simples coerência e sabedoria. – Cavaleiro, qual é o seu nome ? – A elfa dirigiu-se respeitosamente a Phagor, admirando seu nivel em batalha.

– Chamo-me Phagor. – Largou o cabo da espada. Seus olhos voltaram à opacidade anormal da morte e neste exato momento sondou em volta, preocupou-se com Trevis.

– Prazer em conhecê-lo, me chamo Elionnore. – Uma reverência com a cabeça, respeito élfico.

– Eu sou Sirius Fasthand. – Disse, enquanto recolhia os punhais que havia lançado por toda a taberna.

– Eu me chamo Mervilan Louggio, dos Louggio de Deheon. – Acenou com o cajado, um típico cumprimento dos magos.

– E eu sou Miscely. – A voz que vinha do vazio logo se mostrou, juntamente a figura de Trevis, que estava numa mistura de amedrontado com maravilhado. – Eu usei a minha capa mágica para ocultar o seu companheiro. – O sorriso mais lindo que Phagor havia visto em toda a sua existência havia acabado de se abrir, na sua frente.

– Não… Er… Ele não é meu parceiro, eu o conheci hoje e… – O cavaleiro ficou sem palavras, não havia mais o que dizer. – Obrigado.

– Não agradeça, Cavaleiro. – A voz firme da elfa rompeu o clima dentro do salão. – Fazemos o que é certo, e sempre ajudamos alguém que precisa, e eu vejo no seu rosto que você precisa de ajuda. – Cruzou os braços e sentou-se sobre uma das mesas que não estava destruida.

– Eu não sei no que vocês podem me ajudar, e creio não precisar de ajuda. – Seu coração apertou tão forte, e sua cabeça começou a rodar de uma maneira louca e insandecida. Era a mentira.

– Você está bem ? – Miscely correu em direção ao Cavaleiro, apoiando-o sobre seus obros delicados e pequenos. Sua dor logo findou-se.

– Sim, estou bem. – A voz rouca soou baixa.

– Bem, se é assim, vamos descansar essa noite e nos encontramos aqui amanhã de manhã, certo ? – Disse em tom autoritário a elfa.

– Que seja… – O cavaleiro concordou.

– Eu… Eu não tenho para onde ir… – Trevis sussurrou.

– Dormirá conosco hoje, e espero que amanhã já tenha uma boa canção para o que houve hoje, hein? – Elionnore tentou ser mais amistosa, porém ainda assustava.

Todos foram para seus quartos, menos Phagor, que caminhou pelo vilarejo de Junntuar até que o sol desse seu primeiro beijo no horizonte. Aquele dia seria diferente de todos os outros.

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Este é um conto sobre Tormenta RPG escrito por mim, Pedro “Kally” Maia e revisado por Lorde Dornelles (Muito obrigado !).

Espero comentários, e peço que aguardem pelo o capítulo 1 da história.

Podem saber de mais detalhes seguindo a tag #EBED no twitter.

Poder à Todos.

Não-Realidade ~ Dois Mundos em Colapso !

Olá pessoal.
Estou muito feliz de ver como as coisas estão andando aqui no blog e no fórum.
Temos recebido boas críticas, várias sugestões e nossas visitas diárias aumentaram mais que 90%.

Conseguimos bons parceiros, que estão sempre nos ajudando com a divulgação e citando nossos artigos. E com um desses parceiros surgiu algo muito estranho…

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      Café Nerd, era como chamavam aquele lugar dentro de MegaCity. Todo tipo de rapaz de óculos, viciados em jogos eletrônicos e RPG perambulavam por ali, um verdadeiro caos jovem. Dentre todos aqueles nerds, um se destacava e fazia júz ao nome daquele local. Sentado em uma pequena e solitária mesa o jovem Lipe folheava um livro com grande afinco. A cada página uma anotação diferente em seu bloquinho. Estava fazendo uma pré-resenha de algo. Seu olhar era fixo naquele livro, somente a sua curiosidade nas horas que passavam tirava a sua atenção.
      – Será que ele vai demorar muito ? – Resmungou ele num tom baixo e imperceptível. Falar sozinho era normal naquele lugar, quem olhasse acharia que ele estava ensaiando para o Live Action ou algo do tipo.

      As horas deslizavam e a tal pessoa por quem Lipe esperava não havia chegado ainda. Começa a ficar nervoso, era um rapaz de grande intelecto e não podia desperdiçar nenhum minuto de sua vida. Por fim, ele chegou…

      – Boa tarde, meu caro Lipe. – Disse um jovem, de cabelos cacheados e cor morena. Sua voz era naturalmente sarcástica, como se tivesse um plano em mente a todo momento. Prepotencia, talvez.

      – O fato de eu conhecer a sua verdadeira condição não significa que irei tolerar seus atrasos. Você está no MEU território, Pedro Maia. – Dizia Lipe sem ao menos tirar os olhos do livro que terminava de ler.

      – Perdão, meu caro. Pequenos problemas me prenderam em minha “morada”. – Disse ele com um sorriso astuto. As feições de Pedro era de fazer qualquer um ser comedido, parecia um jogador de poker que blefa a todo momento.

      – Que seja. Vamos ao que interessa. “Não-Realidade”. – A voz do jovem Lipe soou como um ancião. O assunto parecia sério demais, a ponto de retirar o sorriso besta da face de Pedro Maia.

      – Ok. Pense neste lugar em que você vive. Pense nos conceitos, nas idéias, nas concepções e nos sentimentos. Agora inverta tudo isso de uma maneira brusca e ríspida. Essa é a “Não-Realidade”. – Os olhos do jovem brilharam num dourado vivo enquanto ele falava sobre a “Não-Realidade”, e tão logo se apagaram quando terminou suas palavras.

      – Então, esta coisa está vindo para o nosso planeta ? – Indagou Lipe com sérias feições.
      – Sim. Assim como em muitos outros lugares… – Disse Pedro, sem sorrir.
      – Acha que podemos fazer algo, Deus dos Dragões ? – As palavras saiam dos lábios de Lipe com certo desdém. Um sorriso foi encontrado novamente sobre a face do jovem Pedro.
      – Este não é um dos piores receptáculos, então acho que posso ajudar. – Disse o jovem tornando visível somente ao jovem Lipe a sua verdadeira forma. Um ser humanoide, alto, com seis grandes tranças coloridas sobre a cabeça. Kallyadranoch.

      Naquele mesmo momento uma pequena confusão se iniciou no local. Muitos nerds se amontoavam a frente das grandes televisões de tela plana, enquanto outros se amontoavam sobre iPads e iPhones alheios. O repórter careca e hiperativo gritava nas telas:

– Dois locais do mundo foram atingidos de surpresa por uma grande tempestade vermelha. Ela libera uma chuva de sangue ácido e lança raios negros mortais sobre as pessoas. Não sabemos o que pode vir pela frente, porém pedimos: NÃO SAIAM DE CASA !

      Kallyadranoch olhou para Lipe e sorriu.
      – Eu fico com uma e você com outra. – Disse Lipe saindo sem olhar para trás.
      – Que seja. – Dizia o Deus virando as costas e partindo.

      Ao chegar em uma das Áreas de Tormenta, Lipe pode ver um vórtex ejetando sobre a Terra partes da “Não Realidade”. Com um sorriso Lipe pega o seu iPhone, disca doze numeros e aguarda alguns tons…
      – Capitão Ninja, temos um problema…
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“Não-Realidade”. Segundo o livro Área de Tormenta da Editora Jambô, é o nome do Multiverso dos Lefeu, conhecidos como Demônios da Tormenta. Essa pequena fanfic foi feita só para zuar, mas a real intenção é comunicar a união do Blog Tormenta da Vez e do Portal Defensores de Tóquio em um projeto audacioso. Tormenta 3D&T.

Iniciativa ? Não.
PDF ? Não.
Oficial ? Não.
Diversão ? Sim, Sim e Sim.

Será um projeto de troca. O Lipe do Portal Defensores vai postar quinzenalmente um artigo aqui no Tormenta da Vez sobre Tormenta 3D&T e eu postarei no Portal Defensores um artigo sobre Tormenta 3D&T.

A coluna em ambos os fóruns se chamará “Não-Realidade” em homenagem aos seres que deram nome ao cenário.

Vocês, leitores, podem dar opiniões sobre o que devemos criar/adaptar. Mande-nos um email para tormentadavez@live.com com o assunto “Não-Realidade” e façam seus pedidos.

E se você quiser bater um papo com a gente sobre o cenário, adicione o group do Tormenta da Vez no msn: group1111314@groupsim.com ou entre no Fórum Tormenta da Vez e dê sua sugestão.

Poder à Todos.

PS.: Não deixem de ler o artigo de apresentação do projeto no Portal Defensores de Tóquio !