Não-Realidade – Reconhecimento do Perigo


Não se perca!
Capítulo Um: Dois Mundos em Colapso!;
Capítulo Dois: Conhecendo o Inimigo;
Capítulo Três: Um Encontro Divino;

Capítulo Quatro: Reconhecimento do Perigo

Dia 1, 03:09 p. m. – Área de Não-Realidade #01

O golpe aplicado pelo Anão Defensor causou um grande impacto, estremecendo o local drasticamente. O espanto de Kuro com a potência do golpe aplicado em meio a tanta velocidade e reflexo foi bem perceptível.

— “Nossa. Err…, obrigado por me salvar dessa.” – A voz de Kuro ainda estava meio travada.

— “Sem essa, vamos agradecer depois que derrotarmos essa coisa. E aliás, o Lipe pediu para coletarmos informações. Então preste atenção em cada movimento do inimigo.” – disse o Anão, levantando seu martelo pesado em direção à criatura.

A criatura se levantou em meio aos escombros de um grande combate realizado ali, a poucas horas antes. A criatura era grande, tinha mais de dois metros de altura. Devia pesar quase uma tonelada, visto que seus passos formavam pegadas ao pisar no chão. O monstro era um espécie de formiga humanóide, falava em um idioma estranho e não compreendido por Anão e Kuro.

— “Preparado?” – Kuro sacou sua katana. Uma vez e meia a altura do portador.

A criatura berrou ao ar. Kuro era o mais rápido em combate, e antes que a grande formiga terminasse seu grito de combate, ele atingiu seu alvo com a arma. E somente atingiu. A lâmina nem sequer penetrou na couraça. Ele saltou para trás antes que as garras penetrassem em sua pele e causassem um enorme estrago.

O Anão já conseguiu visualizar o ataque do oponente. Talvez o ímpeto do Kuro não tivesse sido tão arriscado assim. Deu um grito e correu em direção a criatura, empunhando seu martelo com as duas mãos. Uma pequena cratera percorreu uma linha reta em direção a Kuro, que o fez desequilibrar e cair a exatos dez passos da criatura, que tinha uma das mãos no chão, próximo de onde começou a fenda.

— “Que força!” – O Anão analisou a situação, e tinha que arriscar seu melhor golpe aproveitando que a criatura estava distraída com o ataque ao aliado para salvá-lo, e mandar a criatura para onde ela veio.

Houve um forte grito. Anão desferiu o golpe bem no meio da criatura.  O som de rachar. E o impacto de algo pesado atingindo escombros novamente.

Anão ajudou Kuro a se pôr de pé, sem dificuldades. Havia uma rachadura na carapaça perto de onde seria o abdômen de um ser humano. O dano causado à criatura fora tão forte, tal que a mesma demorou um certo tempo para se pôr de pé. Tempo suficiente para os dois pensarem em algo.

— “Meu martelo rachou ao atingir a criatura.” – Explicou Anão, se desfazendo de sua arma de combate.

— “Mas que porcaria de criatura é essa?! Nunca vi nada parecido.”

— “Temos que bolar um plano.”

— “Plano? Vamo’ fazer o seguinte. Pegue minha katana, e seja a distração.” – Kuro passou a katana para Anão – “Vou aplicar minha técnica especial”.

— “Mas nem meu martelo de combate causou tanto estrago”.

— “Não o estrago que você queria que causasse, mas o suficiente para eu aplicar o golpe certo.” – Kuro começou a esfregar as mãos repetidas vezes – “Só preciso de concentração e distração.”

A criatura começava a se levantar novamente. Era visível o dano causado pela martelo. A rachadura da carapaça era como se a armadura da criatura tivesse sido enfraquecida. Havia um ponto fraco. O Anão foi em direção a criatura, com a katana, invés de seu conhecido martelo. O inseto negro chegou rapidamente próximo ao Anão e desferiu seus ataques com as garras. Ele esquivou-se de um, e aparou o golpe com outro. Num movimento digno de um samurai, girou a espada e conseguiu se livrar do golpe da criatura. O pequeno dançava entre sua pernas enquanto ela tentava alcançá-lo com suas garras. Anão sabia que um pequeno descuído traria problemas.

Kuro continuava a esfregar as mãos, até que uma chama se acendeu entre as suas palmas.

— “Pronto!” – gritou Kuro para o companheiro.

A falta de atenção de um segundo fez com que o Anão fosse atingido pelas presas da formiga, ficando preso como que por uma tesoura no ar. Kuro viu a rachadura exposta. Partiu a toda velocidade, e chegando próximo da ferida, gritou.

— “HI O JOSHO!”

A pequena chama das mãos de Kuro cresceu no momento em que tocou a parte exposta da criatura, onde havia a rachadura causada pelo martelo do Anão.  A chama se expandiu por todo o corpo da criatura, e num grito incontrolável de dor, largou o Anão e começou a fugir as pressas. A criatura correu por pouco tempo, até que se tornasse um amontoado de pele dura queimando no chão.

Kuro ajudou o Anão a se pôr de pé.

— “Regra Um do Lipe: ‘Extrair pedaço de solo, rocha ou qualquer criatura proveniente da área’.” – Disse o Anão, com um certo sarcasmo.

— “Regra Três do Lipe: ‘Sair vivos, independente do que façam ou aconteça’. Pare de reclamar!” – Kuro pegou sua espada de volta – “Bom, rocha e terra é o que não faltam por aqui”.

As trocas de cordialidade foram interrompidas por barulho forte de concreto e aço ruindo.

— “Aquele prédio está prestes a desabar”. – Anão não era o melhor engenheiro, mas conhecia o básico em construções.

As bases da edificação quebraram. O prédio começou a desabar. E enquanto concreto e aço desciam para o chão em andares, o pó resultante do impacto de tudo o que descia com o chão firma, subia.

— “Anão, aquela garota, estava no prédio”.

— “É triste dizer, mas temos de voltar para o QG. Já processamos informações demais por aqui. – Anão estava realmente decepcionado com o resultado da busca.

Os dois defensores reuniram suas coisas, coletaram diversos tipos de rochas e solo, inclusive amostras da carapaça (queimada) da criatura que derrotaram.

Ao se virarem para a saída da pequena região de prédios devastada pelas nuvens vermelhas, avistaram novamente a torre da Rádio. Bem como seus espinhos, e corpos pendurados nela.

— “Droga. Isso fica pra próxima”. – Kuro já estava com as malas prontas.

— “AONDE PENSAM QUE VÃO?!” – Uma voz longínqua, mas de certa forma presente, pegou os dois desprevenidos. Imediatamente sacaram suas armas. Kuro com sua katana e o Anão com um projeto de bastão de aço.

— “Apresente-se”. – A formalidade não saia do Anão, indepentemente da arma que se empunhasse.

Por detrás dos escombros do prédio desmoronado saia um vulto translúcido de uma mulher, carregada em seus braços e inconsciente, aparentemente.

— “Fantasma!” – Kuro correu em sua direção.

— “Temos que levá-la ao QG. Ela precisa de primeiros socorros e Greyjoy pode ajudar.

— “Então o que estamos esperando?” – Anão ligou o veículo de transporte. Depois que todos embarcaram, partiram a toda a velocidade para o QG.

***

Dia 1, 05:17 p. m. – Área de Não-Realidade #2

— “Greyjoy, o que consegue ver?” – Lipe se dirigia para o segundo ponto de Mega City atingido pelas nuvens negras sem mesmo saber o que poderia encontrar.

Em seu coração, uma mescla de preocupação com os jovens defensores que enviou para o primeiro ponto e também o medo de estar sozinho e depender somente de sua genialidade para resolver problemas.

— “Chefe, há conflito entre os humanos e criaturas que não consigo identificar. Qual o procedimento?”

Lipe sabia que corria perigo. O acervo de criaturas na biblioteca da máquina era extensa o suficiente para identificar qualquer criatura do universo pelos traços genéticos, espaço dimensional e comportamentos básicos. E o não reconhecimento de uma criatura poderia ser algo preocupante. Sem saber como combater, e dependendo totalmente do suíte de combate de Greyjoy, poderia ser facilmente derrotado.

— “Vamos em frente!”.

Continua no Defensores!

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O Portal Defensores de Tóquio é especializado no 3D&T Alpha com matérias, notícias e publicações para o sistema de RPG.

Posted on 7 de Fevereiro de 2012, in Artigos and tagged , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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